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Duas pesquisas divulgadas recentemente mostram o que pais, professores e alunos pensam sobre a segurança. A maioria não se sente totalmente segura nas escolas.
Segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo, de cada dez professores, oito viram ou ouviram histórias de violência nas escolas. Sete já presenciaram o envolvimento de alunos com o tráfico de drogas, e quatro entre dez professores já souberam de alunos armados. Em outro estudo, feito pelo Ibope, as brigas entre alunos são o tipo de agressão mais comum.
Em escolas particulares, a realidade é diferente daquela que se vê em escolas públicas. Um grande colégio na Zona Sul de São Paulo nunca registrou casos de violência. Segundo a direção, a vigilância inibe atitudes agressivas: há câmeras na porta do banheiro ou apontadas para o pátio; o crachá deve ficar pendurado no pescoço e ninguém entra ou sai sem passar pela catraca eletrônica.
A escola também se armou para afastar a violência do lado de fora. Levantou o muro, instalou seis câmeras e contratou seguranças.
mas não está isolada da comunidade.
Violência
nas escolas ameaça alunos e professores
Duas pesquisas mostram o que pais, professores e alunos pensam sobre a segurança.
A maioria não se sente totalmente segura nas escolas, principalmente
nas públicas
A violência nas escolas do Brasil preocupa
cada vez mais alunos, pais e professores. Quem estuda nos colégios
particulares é protegido por um esquema que inclui câmeras, crachás
eletrônicos e vigias disfarçados. Nas escolas públicas,
é a polícia que garante a segurança dos alunos, mas apenas
do lado de fora. Só que as ameaças, há muito tempo, já
ultrapassaram os muros.
Cido Rodrigues
Escola em Itaim Paulista
A situação precária da educação na rede
estadual paulista não é só constatada pelos baixos índices
de desempenho dos alunos, como demonstrou o último ENEM (Exame Nacional
de Ensino Médio), onde a média dos 621 colégios estaduais
ficou em 38,4% (de 100 possíveis), abaixo da média nacional
que foi de 40%. Ela também se reflete nas condições físicas
dos prédios escolares, principalmente nas regiões periféricas.






